Acordar no carro às 6 horas e correr para uma rest area no caminho para Los Angeles foi a primeira atividade hoje. Estávamos mortos da noite mal dormida e tivemos que descansar mais um pouco antes de chegar na cidade. Uma viagem super rápida, mas nada de tranquila, trânsito louco e intenso desde San Diego!

Chegando em Los Angeles, “cagados de fome”, fomos para o IHOP! Comer aquele clássico brunch brutale. Na verdade a ideia era comer algo e pegar um wi-fi pra colocar a vida em dia e procurar um canto pra dormir. Sim… Chegamos na cidade sem ter nem onde cair. A frustração foi grande quando descobrimos que no lugar não tinha internet. Complicou um pouco nossa vida e resolvemos ir para um parque, procurar o que fazer em LA e um lugar para dormir. Era um parque bacana, com vista pro famoso letreiro de Hollywood. Meio bizarro ver assim de perto as coisas que a gente só vê nos filmes normalmente. Muito icônico e banal ao mesmo tempo. Enquanto relaxávamos, um Old Man e seu cachorro se aproximaram. Aí começou a velha conversa a fora que, naquele momento estava muito fora de hora, já que estávamos agoniados tentando buscar um lugar pra dormir. Depois de despistá-lo e conseguir uma host em LA, seguimos para a Hollywood Boulevard.

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A primeira impressão da icônica calçada da fama foi de que ela não é nada glamourosa. É uma avenida meio louca, com um monte de gente andando, lojas de lembrancinhas, pessoas fantasiadas de personagens nem sempre facilmente identificáveis e neon lights. Foi uma experiência bem interessante, apesar de ter aquele clima de pessoas tentando fazer dinheiro te empurrando qualquer tralha.

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Visitamos o museu de cera e foram 15 dólares de ingresso mal empregados. Não tínhamos muita informação sobre isso e parece que esse museu específico não era o mais legal de visitar. Paciência… Mas a caminhada foi interessante, valeu a pena conhecer.

Como a tarde já estava acabando, decidimos ver o pôr do sol num lugar legal. Depois de alguma pesquisa de internet (e consulta ao Rubens) resolvemos visitar o famoso pier de Santa Mônica. O caminho foi longo e o trânsito estava bem caótico. Depois de errar o caminho bem de leve chegamos ao local. O pier é um lugar super bonito, com algumas lanchonetes, restaurantes meia boca e um parque de diversões pequenino e bizarro.

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Não estou exagerando ao dizer que foi um dos rolês mais lindos até agora. O pier é super bonito e o pôr do sol no pacifico foi sensacional. Estragou um pouco a experiência o frio de cortar e a quantidade impressionante de brasileiros no local. Acho que já estávamos acostumados a falar as coisas meio abertamente sem ninguém entender hehe.

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Os planos depois eram seguir pro local que encontramos pra dormir, que por sinal é um capítulo a parte… Achei que tinha encontrado um quartinho em uma casa particular, mas na verdade era uma espécie de pensão/hostel meio sujinho e esquisito. Ao menos o lugar é bem central, de fácil acesso e temos um quarto com internet na velocidade da luz (o que possibilitou colocar esses posts em dia).

Achei que ia comer, tomar um banho e descansar… Sabe de nada, inocente!!! Depois de uma série de negociações do Daniel com a Rafa, amiga da Fernanda, que envolveram também um português, uma sueca e um promoter tequileiro, acabamos conseguindo um rolê lôko em Hollywood, o qual, diziam as más línguas, seria chiquérrimo, open bar e SE PÁ lotado de celebridades (os rumores eram de que até o Léo DiCáprio poderia estar no lugar). E o melhor: na faixa! Só tínhamos que encontrar um roupa melhorzinha pra não sermos barrados na mendigagem e correr pro lugar pra entrar com as amigas e o produtor da festa.

Catamos um táxi e chegamos no lugar mega cedo. Não tinha ninguém na porta, o que era um bom indício de que tava bom demais pra ser verdade. Mas depois de um tempinho a Rafa chegou e, passados 3 minutos estávamos num restaurante ao lado do club, cada qual com sua delicada tacinha de champanhe. Alí já dava pra sentir como seria o clima dessa balada: loirices, apliques no cabelo, pouca roupa, bebida que pixxxca e ostentação.

Depois de entrar numa fila estrategicamente formada pelo produtor pra dizer que a festa tava bombando, entramos no club badaladíssimo. Choque cultural: gente rika, strippers penduradas até no teto e em uma vitrine de mulher (!!!). Fomos conduzidos pro nosso camarotinho estrategicamente posicionado, do qual não se pode deslocar sob risco de levar um esporro dos seguranças (a proporção de seguranças para paisanos era de 2:1). Bons drinks à vontade, hip hop comendo solto, champanhe ostentação e muita lokura.

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No final, festa louca com gente esquisita, muito legal! Foi muito divertido tudo, não parávamos de rir e ficar boquiabertos com cada coisa que aparecia! Só temos que agradecer a Fernanda e a Rafa, duas sujeitas super gente boa que conseguiram desenrolar a festinha!