Acordamos cedo no hotel com a criança chorando no quarto ao lado. Eram umas 7 da manhã. Seguimos viagem rumo a Austin sem comer nadinha. No hotel só tinha aquele café água suja típico dos EUA. Lá para as 10 da manhã paramos numa loja de conveniência pra abastecer e compramos um burrito, um donut e um café péssimo. Me senti super americana!

Pra chegar em Austin tínhamos que atravessar o Novo Mexico e boa parte do Texas, que é um estado gigante. Acontece que, antes mesmo de sairmos do NM, a porcaria do celular ficou sem sinal pela primeira vez na viagem, o que quer dizer que ficamos sem GPS e seguindo apenas o nosso instinto, que nao é la essas coisas… Ficamos um bom tempo nessa, até encontrar um wifi dando mole numa cidade no caminho. Então pudemos seguir com mais segurança.

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Já cruzando o Texas a paisagem é bem rural. Muitas fazendas e cidades interioranas, encontrando com uma galera meio “redneck” esquisita mas bem gente boa. Começamos a ficar meio agoniados porque o sol comecou a se pôr e esta volta foi toda por estradas menores e meio desertas, as “farm roads”. Vimos mais um pôr do sol lindo em uma dessas estradas. O ceu vai mudando de cor e quando a gente acha que não pode ficar mais bonito, sempre fica um pouco mais.

O tenso é que, ao contrario das highways mais movimentadas, essas vias são quase sempre de mão dupla. Além disso, tem muitos animais cruzando a estrada, o que pode ser super perigoso. Num desses trechos, uma camionete tamanho Texas foi ultrapassar a gente e bem na hora um grupo de viadinhos saiu saltitando pra cima da pista. O cara quase atropelou um deles bem na nossa frente. A sorte foi que deu tempo de frear. Vimos tambem que tinha um outro prestes a atravessar e tomamos bastante cuidado. Foi um baita susto!

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Seguimos viagem quando já estava escuro e ainda por cima estávamos com muita fome. A nossa única refeicao do dia foi aquela da manhã, o burrito e o donut da lojinha. O complicado dessa volta é que são varias cidades muito pequenas, então não tem muita opção de comida. É meio surreal isso. Enquanto no brasil quando viajamos pelo interior encontramos vários estabelecimentos pequenos, uma comida bem caseira e regional. aqui parece que o mais provável é encontrar uma pizza hut ou um taco bell.

Já bem mais pra frente encontramos uma cidade maiorzinha e paramos em um restaurante de comida oriental. O que a gente não sabia é que se tratava de um buffet all you can eat, bem em conta. Tinha um monte de comida bizarra! Camarão de todo tipo, ostra, barata do mar e outros seres abissais e animais desconhecidos até o presente momento pela ciência. O Daniel encheu a pança de sushi. Tinha menos opção vegetariana do que eu esperava, mas rolou bastante comida pra mim ainda assim.

Saímos rolando do restaurante e ainda tínhamos mais 3 horinhas de viagem pela frente. Engraçado como essa coisa de distância é algo relativo. Chegou num ponto em que 3 horas de viagem não eram mais nada pra gente, era tipo um passeio rápido. Chegamos sãos e salvas a Austin já umas 10 e meia da noite. A cidade está bem diferente de quando a deixamos. Os 40 graus Celsius normais para o verão baixaram para uns 15 em duas semanas.

Agora é ver o que essas duas semanas antes da nossa volta ao Brasil nos reservam e ficar revivendo os momentos sensacionais que tivemos nesses 16 dias tão intensos. Ainda bem que temos esse blog tão breve e mal escrito pra isso! =)